AZEREDO, José Pinto de. 1763-1810

Sobre o autor

José Pinto de Azeredo nasceu no Rio de Janeiro, em 1763, e morreu na cidade de Lisboa, em 1810. Formado em medicina pela Faculdade de Edimburgo, Azeredo foi cavaleiro da ordem de Cristo, membro da Academia das Ciências de Lisboa e físico-mór de Angola, onde tentou implantar, sem sucesso, o ensino de medicina.

Obra(s)

Ensaios sobre algumas enfermidades D’ Angola, dedicados ao sereníssimo senhor D. João Principe do Brazil por Jose’ Pinto de Azeredo, Cavalleiro da Ordem de Christo, Doutor em Medicina, e Socio de varias Academias da Europa. Lisboa. Lisboa: Na regia officina typografica, M.DCC.XCIX.

* Compêndio composto por um médico português que atuou como físico-mor em Angola. Seu propósito é descrever as principais enfermidades e métodos de cura presentes em Angola. Compara suas descrições com outros países situados na “zona tórrida”, como o Brasil, sobretudo, as seguintes localidades: Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco.

Menções ao negro e ao escravo

Em os 6 dias do dito, seriam 10 horas da noite, toparam as embarcações ligeiras da nossa armada 2 fumaças do inimigo que vinham de Itamaracá e fizeram presa, e a mais pequena que trazia 12 Flamengos e alguns negros, e vinha carregada de pau Brasil. A outra, que levava 110 índios, escapou por velejar melhor, mas não tanto a seu sabor que não levasse alguns feridos da nossa mosquetaria. (p. 7)

Depois de os soldados holandeses arrimarem as armas na forma das capitulações, se acharam em dezenove companhias mil e duzentos em que entravam 85 índios e 22 negros, não contando neste número os rendidos antes da entrega do Recife, que foram alguns trezentos, nem os moradores que tomavam armas, que também eram em número, nem outros 852 índios, que se retiraram ao Ceará. (p. 24)
Os índios que na dita praça estavam em serviço dos holandeses com a nova que lhes deu o Nielas, fugiram para o interior do sertão com quatrocentos negros escravos. (p. 25)

O senhor mestre de campo general concede perdão a todos os rebelados, especialmente a Antônio Mendes; e a todos os mais índios assistentes nas praças e forças do Recife; e da mesma maneira aos mulatos, mamelucos e negros, mas que lhes não concorde aos ditos rebelados a honra de saírem com as armas. (p. 32)

Páginas

Páginas do PDF. Documento não paginado: 7, 24, 25, 32.